segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Evolução do emprego e desemprego no Brasil em 2016 na construção Civil

Apresentamos uma visão sobre a evolução do emprego na construção civil distribuída espacialmente por todo o território nacional. Essa informação foi gerada através da análise dos microdados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e desempregados) e da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais). É parte de um conjunto de informações relevantes para os tomadores de decisão da esfera pública e privada, bem como para todo o cidadão que deseja acompanhar a realidade brasileira. Ao observar as informações identificamos uma involução, 340.408 empregos perdidos ao longo de 2016. O processo de perda de vagas concentra-se nas capitais e regiões metropolitanas. Também é um processo desigual, existem cidades que apresentaram um saldo positivo de vagas, localizadas predominantemente no interior do país.

 Representamos graficamente em forma de mapa em ambiente web os dados gerais do ano de 2016 ponderados pelo números de vagas ativas em 2015. Assim podemos apresentar uma informação sobre o peso do fechamento de vagas em cada cidade de forma consistente. Também apresentaremos duas tabela a primeira com os 10 municípios que mais fecharam vagas e a segunda com os dez municípios que mais abriram vagas.



O leitor atento, observará na legenda percentuais bastante elevados, esses casos estão relacionados com municípios de pequeno porte, em que a geração de vagas teve grande impacto, como por exemplo o Município de Claudia no Mato Grosso que evoluiu 5566,66%, no entanto cresceu de 9 vagas ativas em 2015 absorvendo mais 501 vagas. Observamos ainda que a informação é disponível para 2.808 municípios brasileiros, já que nem todos os municípios apresentaram dados para essa atividade econômica.

Dez municípios com maior perda de vagas na construção em 2016
Como já adiantamos a importância das grandes capitais, destacamos a liderança negativa do Rio de Janeiro, com uma perda de 48.414 postos de trabalho representando 30,57% da força de trabalho nesse segmento.
Dez municípios com maior geração de vagas na construção civil em 2016
Os municípios que mais geraram empregos na construção civil se encontram no interior do país.

A partir da involução do emprego é possível pensar em demandas sociais e econômicas, bem como observar áreas com oferta de mão de obra qualificada. Deve-se ponderar também que a cada rescisão trabalhista paga, um montante de recursos são transferidos, trabalhadores em situação de desemprego demandam serviços de recolocação, alguns desses profissionais também podem gerar demandas por qualificação/aprimoramento profissional.

A presente publicação é parte das nossas ofertas em análise de dados. A rigor é uma visão simplificada, já que os dados podem ser apresentados em classificações mais detalhadas, tanto no âmbito das classificações econômicas, como no detalhamento geográfico. O fundamental é apresentar a importância de informações atuais para o processo de conhecimento da realidade. Consequentemente para os processo de tomada de decisão. Ofertamos serviços personalizados que vão dá análise de negócio a geração de informações relevantes para sua organização. Agende uma visita em: http://www.geoanalytics.com.br/.
 



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Distribuição territorial de votos nulos, brancos e abstenções na cidade de São Paulo (2012 - 2016)



Nos últimos dias tem sido discutido amplamente o peso dos votos nulos, brancos e abstenções no resultado da última eleição. É recorrente a afirmação de que esse processo de esvaziamento da participação da população no pleito eleitoral tem sido contínuo no tempo. Entretanto nos perguntamos se ele tem sido regularmente distribuído no território e se essa distribuição tem se mantido inalterada.

Acreditamos que essas respostas possam ajudar a compreender o processo que vivemos.

Para responder as questões acima, tomamos para essa análise os dados do município de São Paulo no primeiro turno nos anos de 2012 dados de votação para prefeito, 2014 dados para a votação de governador e 2016 dados para votação de também de prefeito. Utilizando dados do TSE agrupando em uma única classe abstenções, brancos e nulos. Considerados na proporção para eleitores aptos sempre para o pleito em questão. Utilizamos como método de distribuição das frequências os quartis para todos os dados.
Observe que para o ano de 2012 as maiores concentrações de votos brancos, nulos e abstenções concentram-se no centro expandido. Esse padrão é alterado para o ano de 2014, nesse ano a abstenção desloca-se para as regiões periféricas restando no centro apenas as proximidades do Brás e da Sé com alta concentração de votos brancos, nulos e abstenções.


 
Nos parece evidente uma alteração de percepção da realidade que alijou setores antes com maior engajamento no processo eleitoral. Essa alteração de percepção por outro gerou um engajamento maior de atores antes menos envolvidos no processo.

Vale recordar o que de mais relevante ocorreu nesse período. As manifestações de 2013 que varreram o país. Nos parece a hipótese mais razoável para a explicação do fenômeno de inversão no padrão espacial entre votos brancos, abstenções e nulos. No entanto outros fatores também podem ter contribuído como a própria deterioração da economia.

Assim como o aprofundamento do processo de abstenções, brancos e nulos já demandará a inclusão de outros fatores na análise esse não é o nosso foco.
Em 2016 temos o patamar das abstenções subindo para a casa dos 30% por zona eleitoral, encontrando suas máximas próximas de 40%. A tendência de maior participação do centro se mantêm com a exceção da região da Sé e Brás, tendência já presente em 2014, o extremo sul mantém sua abstenção estável entre 2014 e 2016 em um cenário de deterioração da participação nas eleições.
 
Por fim, lembramos que a maior parte dos dados tem alguma componente geográfica, isso nos permite afirmar que a análise geográfica é essencial para uma compreensão correta da realidade. Aqui demonstramos como a abstenção é um fenômeno variável pelo território apresentando inclusive mudança de padrão espacial no tempo.
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